23/06/2016 às 10:23

Temer anuncia importação de feijão para combater alta de preço

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, explicou que o governo estuda a retirada de impostos e taxas cobrados dos produtos vindos de países como China e México.

De acordo com o IBGE, que mede a variação nas capitais, o preço do feijão subiu 33,49% no ano até maio. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, a alta é de 41,62%.
A alta é resultado de problemas climáticos, que vêm reduzindo a produção do feijão no Brasil. O aumento de preços atinge o prato típico dos brasileiros, o feijão com arroz, e dificulta principalmente a vida dos consumidores de baixa renda, que, acuados pela recessão e pelo desemprego, cortam a compra de itens supérfluos no supermercado.
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, deu detalhes da medida a jornalistas após reunião com Temer no Palácio do Planalto. Ele informou que não há tarifa para a importação de feijão dos países do Mercosul, mas que ela existe para outros países, como México e China, e estão sendo retiradas pelo governo.
“Por sugestão do presidente Temer, vamos, através do Planejamento e da Fazenda, retirar os impostos e taxas cobrados de outros lugares, da China e México, além de outros países também”, disse ele.
A retirada do imposto de importação barateia o produto importado e facilita a chegada dele ao país. A expectativa é que, com mais oferta no mercado, o preço do feijão caia. Maggi informou que a desoneração deve durar “no máximo por 90 dias”, prazo em que, acredita ele, a crise que gera o encarecimento seja revertida.

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